Líder norte-coreano e a filha assistem a exercício militar com equipamentos antimísseis
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, acompanhado pela filha, Kim Ju-ae, supervisionou exercícios militares ofensivos durante os quais foi testado um novo tanque capaz de intercetar ataques com drones e mísseis, noticiou hoje a agência KCNA.
Kim observou um exercício tático de ataque conjunto com tropas de infantaria e unidades de tanques na quinta-feira, no mesmo dia em que terminaram as manobras conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, numa base em Pyongyang, que contou com drones e veículos blindados.
Ao dar início à simulação, vários drones de ataque atingiram posições inimigas, com base em dados de reconhecimento em tempo real, enquanto outras unidades de ataque na retaguarda destruíam drones inimigos.
Posteriormente, estas unidades invadiram e ocuparam as linhas defensivas e as posições de fogo do inimigo.
Foram realizados vários testes do "sistema de proteção ativa" de um novo carro de combate principal, com capacidade para intercetar mísseis antitanque e drones "com uma eficácia de 100%", informou a agência de notícias estatal norte-coreana.
Segundo Kim, este equipamento não tem paralelo "no mundo" em termos de poder de fogo, mobilidade e capacidades defensivas.
Imagens dos exercícios mostram o líder norte-coreano e a filha --- que se especula ser a possível sucessora de Kim --- a bordo de um tanque durante a visita à base onde se realizaram as manobras, nas quais participaram uma companhia do regimento de cavalaria, a principal unidade blindada do grupo de operações de reserva e unidades de operações especiais.
Os exercícios militares da Coreia do Norte decorreram em paralelo com o último dia das manobras conjuntas anuais Freedom Shield entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, consideradas por Pyongyang como ensaios de invasão contra o seu território.
As manobras de Washington e Seul, nas quais participaram cerca de 18.000 militares, tiveram início em 09 de março e decorreram no meio de especulações sobre uma possível transferência de sistemas antimísseis Patriot norte-americanos da Coreia do Sul para o Médio Oriente, no contexto da guerra dos EUA e de Israel contra o Irão.
Apenas um dia após o início destes exercícios conjuntos, Kim Yo-jong, a influente irmã do líder norte-coreano, advertiu que estes poderiam acarretar "consequências terríveis".
A KCNA informou que Kim Jong-un supervisionou, a 10 de março, um lançamento de teste de mísseis de cruzeiro a partir de um contratorpedeiro e que, quatro dias depois, o regime realizou um ensaio de "doze lançadores múltiplos ultraprecisos de 600 milímetros de calibre".